• Tony Veríssimo

Será? Impeachment deve ser aprovado com um total de votos entre 357 e 375


Estadão - Para o impeachment ser aprovado são necessários 342 votos a favor. Usando técnicas estatísticas, Guilherme Stein, pesquisador da FEE (Fundação de Economia e Estatística/RS), o Prof. Marcelo Griebeler (UFRGS) e Eduardo Zyberstajn, economista e pesquisador fizeram simulações para o resultado final da votação. Levando em consideração cada deputado que ainda não declarou voto, atribuindo uma probabilidade de voto a favor do impedimento com base nas declarações de voto dos demais deputados; consideração qual a Unidade da Federação que o deputado representa; a sua filiação partidária e se o deputado é suplente ou não. Ou seja, a atribuição da probabilidade de voto a favor ou contra é um exercício que atribui a cada indeciso uma chance de decidir a favor ou contra de acordo com o comportamento dos demais deputados de seu estado e partido e se ele substitui alguém que está licenciado (normalmente exercendo algum outro cargo público).

Os resultados: com base na probabilidade de cada deputado, estimasse que dos 106 votos ainda não declarados, aproximadamente 75 serão favoráveis ao impeachment, dando à oposição um total de 367 votos. Ou seja, estimasse que cerca de 72% dos deputados devem votar pelo impedimento de Dilma.


Os pesquisadores também fizeram exercícios para identificar os casos mais favoráveis ao governo e à oposição. Com base em 1.000 simulações, o impeachment teria entre 357 e 375 votos a favor, conforme o gráfico!

Resultados de 1.000 simulações para a votação do impeachment. No cenário mais favorável ao governo, impeachment tem 357 votos a favor; no melhor cenário para a oposição os votos favoráveis somam 375.

Importante notar que não foram levados em consideração um possível ‘efeito manada': se em determinado ponto o governo atingir os 171 votos necessários (ou se a oposição atingir 342 votos), então é possível que alguns parlamentares mudem de ideia e ‘votem conforme a música’, para ficarem do lado vitorioso independente de qual for.

De todo modo, para os pesquisadores Guilherme Stein, Marcelo Griebeler e Eduardo Zyberstajn o resultado da votação deve caminhar para a aprovação do impeachment sob a razoável hipótese de que os indecisos e não declarantes vão seguir a tendência de seus estados e partidos observada no Placar do Impeachment.

Levantamento do Estadão, em 11/04/16



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