• Tony Veríssimo

Em 07 anos os homicídios no Brasil já são maiores do que as baixas dos EUA durante a II Guerra Mundi



Parece ilógico, mas é a dura realidade. De 2009 a 2016, o Brasil já perdeu mais de 434 mil pessoas assassinadas, por outro lado, durante toda a II Grande Guerra Mundial, os EUA perderam em torno de 416 mil soldados, os números apenas comprovam o surrealismo de mortes anuais que acontecem no Brasil. Como pode em sete anos mais brasileiros serem mortos em "tempos de paz" do que o número de baixas de soldados americanos na guerra mais sangrenta da história?

Continuando o grau comparativo, o conflito sírio é atualmente o mais mortífero em andamento no mundo e se desenrola há pouco menos de seis anos. Neste período, porém, conseguimos bater os sírios quando o assunto é mortalidade. Mesmo com todas as bombas caindo no país e a ameaça do Estado Islâmico, morreram entre março de 2011 e dezembro de 2015 256.124 pessoas na Síria, contra 278.839 no Brasil. Por aqui, a cada nove minutos uma pessoa é morta.


Poucos aspectos da sociedade brasileira podem ser considerados tão deslocados da realidade mundial como nossa propensão à violência. Nossa taxa de homicídios hoje – em torno de 24,6 mortes para cada 100 mil habitantes – é similar à da Inglaterra no século XV, onde sequer havia polícia constituída.

Nossas pouco mais de 59 mil vítimas de assassinato por ano superam em larga vantagem os 12.253 americanos, 11.286 chineses e 22 mil europeus assassinados todos os anos. Na diferença, seria possível incluir ainda Indonésia (1.277), Bangladesh (4.514), a Oceania (1.100) e outras dezenas de países

Na prática, estes países são responsáveis por aproximadamente metade da população mundial, o que significa dizer que, com 3% da população mundial, o Brasil mata o mesmo que países que compõem 50% desta população.

Por séculos o direito à legítima defesa esteve associado às conquistas das liberdades individuais. A ideia de desarmar a população nasceu como uma improvável propagação de uma cultura de paz, defendida por militantes dos diretos humanos. Acontece que falar em direitos humanos e excluir a possibilidade de civis defenderem sua própria vida é uma contradição, especialmente num país que assiste impunemente ao assassinato de mais de 50 mil pessoas todos os anos.

De um lado temos os bandidos com as armas, do outro o Estado, que claro, é muito confiável, honesto, moral e virtuoso para proteger o cidadão da criminalidade, pois não permite que esse último se arme como deveria.

Se analisarmos minuciosamente veremos que não existe desarmamento. Existe apenas concentração de armas nas mãos de uma pequena elite política e dos "seus favoritos".

#homicídios #criminalidade #desarmamento

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