• Tony Veríssimo

Ao menos 40 cidades farão protestos nesse domingo (17) contra o STF e em favor da Lava Jato



Desde a formação da VI República do Brasil a população já presenciou diversas formas de protestos, duas culminaram com impeachment de dois presidentes: Fernando Collor de Melo e Dilma Rousseff; bem como a renovação de grande parte do Congresso Nacional a partir do pleito eleitoral de 2018. Nesse sentido tanto o Poder Executivo, como o Legislativo sentiram as forças das ruas, agora, parece que chegou a vez do Poder Judiciário.


Nas redes sociais a população vem ao longos dos últimos meses manifestando-se fortemente contra o Poder Judiciário, alguns chegam tanto na internet como nas universidades a abordarem as ações do STF como "a ditadura do judiciário", complementando com argumentações que afirmam que a Suprema Corte vem tomando para si atribuições dos outros poderes e passando muitas vezes a legislar e executar.


Para os críticos das ruas e internet, o caso referente a Lava Jato parece ter sido a gota d'água. Na última quinta, 14, o STF decidiu por 6 votos a 5, que Justiça Eleitoral deve investigar casos de corrupção com caixa 2. O receio dos membros da força-tarefa da Lava Jato é que o entendimento possa resultar em penas mais brandas para os investigados pela operação, já que a Justiça Eleitoral não é conhecida por sua rigidez.


Para muitos a decisão é um dia feliz para os corruptos e um passo no progressivo definhar da Lava Jato, que em 5 anos, teve 60 fases, com 310 prisões e 1.196 buscas e apreensões.


Inconformados com decisões que o STF vem tomando e como vem tomando, o Senado Federal já tem o número de assinaturas necessárias para a abertura da CPI denominada de "Lava Toga". Por outro lado, parlamentares apresentam projetos de lei para por fim ao tempo de aposentadoria dos ministros do STF.



Nesse sentido grupos como MBL e Vem pra Rua estão organizando para esse domingo protesto em cerca de, ao menos, 40 cidades do Brasil como forma de criticar e pressionar o STF e garantir apoio a Operação Lava Jato.


A onda vem inspirada no ato do Congresso Peruano que em julho de 2018 destituiu a cúpula do judiciário do país. Nesse sentido postou o "Príncipe", codinome popular de como é conhecido o deputado federal Luiz Phelippe de Orleans e Bragança:



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