• Tony Veríssimo

Clube dos ricos: Brasil vai largar tratamento especial a OMC, para sair da 2ª e entrar na 1ª divisão


Analistas classificaram o apoio de Donald Trump à entrada do Brasil na OCDE como um “golaço” de Jair Bolsonaro.

A maioria dos países integrantes da OCDE é composta por economias com elevados PIB (Produto Interno Bruto) per capita e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e, por isso, são considerados países desenvolvidos.


A OCDE atua como uma organização que coopera e discute políticas públicas e econômicas que guiam os países integrantes dela. Os países que entram no acordo têm uma série de medidas econômicas liberais e contam com uma espécie de selo de investimento, que atrai investidores do mundo todo.



É economicamente interessante, pois normas e procedimentos [da OCDE] são seguidos e adotados pela maioria dos países desenvolvidos”, explica Rubens Medrano, que preside o Conselho de Relações Internacionais da Fecomercio.

Os países que integram a organização discutem políticas públicas e econômicas para tentar solucionar problemas comuns e coordenar políticas nacionais e internacionais.


o economista André Perfeito falou sobre a possível entrada do Brasil na OCDE. “Seria muito bem-vinda essa notícia. Cria uma série de intercâmbios de pesquisadores e também cria cena para dados macroeconômicos”, explica. “Isso é muito bom”, completa.


OCDE já é um desejo há algum tempo da classe empresarial improdutiva brasileira, então ele realmente disse que estão prontos a nos apoiar e fazer com que o Brasil mude o patamar da economia”, afirmou Bolsonaro.


O Ministério das Relações Exteriores divulgou um comunicado nesta terça-feira (19) no qual informou que o presidente Jair Bolsonaro "começará a abrir mão" do tratamento especial que o Brasil recebe na Organização Mundial do Comércio (OMC).


O comunicado do Ministério das Relações Exteriores foi divulgado em conjunto com a Casa Branca, após a reunião entre Bolsonaro e Donald Trump, em Washington.

A boa notícia é que, de acordo com estudo realizado pelo governo no final do ano passado, o Brasil já cumpre com 84% das recomendações da OCDE. A má notícia é que os 16% restantes se referem justamente a temas de alta complexidade, como o sistema tributário, cuja reforma e modernização dependem de amplo consenso entre Congresso Nacional, Estados e municípios.


A entrada do país na OCDE é um “selo” para o mundo de que o Brasil atingiu maturidade institucional em matéria de políticas econômica e regulatória, melhorando a percepção internacional do país e atratividade para investidores e parceiros comerciais. Estamos próximos de conquistá-lo, mas ainda há muito trabalho pela frente.


Membros da OCDE


Os membros da OCDE são: Irlanda, Estônia, Áustria, Austrália, Bélgica, Islândia, Polônia, Dinamarca, Alemanha, França, Finlândia, Coreia do Sul, Luxemburgo, Canadá, Tchéquia, Países Baixos, Estados Unidos, Noruega, Reino Unido, Portugal, Japão, Suécia, Suíça, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Grécia, Nova Zelândia, Hungria, Israel, Itália e Letônia.

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