• Tony Veríssimo

Estudo comprova que dados sobre mortes por homofobia são falsos e que números não são oficiais

Uma vez ou outro se houve se falar sobre estatísticas de assassinatos anuais de homossexuais no Brasil, no entanto, o que pouco sabem é que inexiste números estatísticas de estudos oficiais sobre homofobia no Brasil.


O que há no Brasil é um levantamento independente que vem sendo realizado nas últimas quatro décadas pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado por Luiz Mott em 1980. Esse levantamento extra-oficial vem servindo ao longo dos últimos anos como fonte paralela para os mais diversos órgãos de imprensa nacional e inclusive pela Anistia Internacional e ONU.


Buscando estudar os dados apresentados pela GGB em 2016, diversos analistas se reuniram para checar as fontes das esteatíticas apresentadas em um estudo exclusivo promovido por diversas pessoas gays da equipe de checagem. Os dados foram analisados por Eli Vieira, biólogo geneticista e, presidente da Liga Humanista; a Doutora em bioquímica. Camila Mano; o administrador do blog “Quem a Homotransfobia Não Matou Hoje?”, Daniel Reynaldo; e os fundadores da Agência Dossiê, David Ágape e Vanessa Bigaran.


O levantamento detectou que os dados apresentados pela GGB apresenta um total de 347 vítimas, supostamente mortas por questões homofóbicas. Todavia, o relatório incluiu 6 casos de mortes de homossexuais que ocorreram no exterior, como, por exemplo, o caso da transexual Kimberly, assassinada com 96 facadas pelo próprio namorado em Florença na Itália. Como também caso de duplicações e não conclusões, com o caso da T.E. Geremias de Moraes, misteriosamente esfaqueada em Valinhos; e de um casal heterossexual supostamente viciado em drogas que foram assassinados por um traficante no Ceará. Como a manchete jornalística omitiu o sexo da mulher, a GGC entendeu erroneamente como uma casal gay.




Dos 347 casos de 2016, 30 se tratam de mortes ocorridas fora do Brasil e duplicações e 20 casos se tratam de suicídios. Também foi observado que embora a GGB alegue que o seu levantamento estatístico se trate de “mortes violentas motivadas por homofobia”, o relatório inclui erroneamente como mortes violentas casos incompatíveis como acidentes (afogamento, incêndio, overdose), suicídios e homicídios com razões diferentes. Assim, fazendo uma separação chegasse ao número de 258 homicídios confirmados (dolosos, culposos e latrocínios), dos 347 originalmente relatados.


Outro erro detectado nas estatísticas da GGB é que algumas das vítimas do relatório de homofobia são heterossexuais. Como é o caso de José Wilson Messias Coelho, de 50 anos, que morto por ter tentado salvar a vida de outra pessoa. Não há relato nenhum de que alguma das vítimas era gay.


O levantamento analisado - o qual continha entre os examinadores pessoas homossexuais – observou que dos casos colhidos na imprensa pelo GGB, apenas 31 casos foram mortes motivadas pela homofobia no Brasil. Isso significa que o relatório GGB errou em 88% dos casos de homicídio, e que somente 9% dos dados totais para o ano de 2016 servem para fazer as conclusões alegadas pelo grupo gay baiano.



O que se conclui é: embora seja um absurdo a mortes de ser humanos por suas escolhas sexuais – nesse caso por questões homofóbicas -, se observa que os números reais são bem abaixo do que vem sendo divulgado, e que os mesmos não são estatísticas oficiais, mas sim, independentes e como detectado está coberta de erros de catalogação.


Acrescenta-se, que a afirmativa que existe um verdadeiro massacre de homossexuais no país, também se demonstra equivocado, basta observar o número de homicídios totais oficialmente registrados:


O Brasil registrou 61.619 mortes violentas em 2016, se fosse considerado os ora 347 homicídios de homossexuais – ao invés dos 31 de fato comprovados – alegados pela GGB, isso equivaleria apenas a 0,56% do número de mortes, o que comprova um número extremamente ínfimo quando comparado ao número totais de homicídios que atingem todos os brasileiros, das mais diversas regiões, classes e características pessoais.


Em 2017, apenas 6% dos casos de homofobia foram comprovados e 42% não tinham forma alguma, motivação homofóbica. Assim, se os números fossem em países como Suécia, Finlândia ou Noruega, poderíamos dizer que existe um verdadeiro massacre, mas quando comparados aos números de homicídios do Brasil, observa-se que a maioria de morte de homossexuais são as mesmas que afetam todos os demais brasileiros.


FONTES:


  • Dados sobre assassinato de LGBTs são incompletos: https://bit.ly/2PJGmHS

  • Os verdadeiros números sobre a morte de LGBTs no Brasil: https://bit.ly/2IWmzV4

  • OPINIÃO: Os fantasiosos números de mortes LGBT: https://bit.ly/2WlwJSg

  • Principais estatísticas brasileiras de morte por homofobia são falsas, conclui checagem independente: https://bit.ly/2GZPqWw

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