• Tony Veríssimo

Fim da Unasul e criação da Prosul: Bolsonaro inicia guerra contra o Foro de São Paulo

Desde meados das eleições de 2018, não se ouvia mais declarações fortes de Jair Bolsonaro contra o Foro de São Paulo. Após iniciar o seu governo como Presidente da República, Jair Bolsonaro ficou coberto de comentários depreciativos advindos da imprensa nacional independente das ações de grande importância que ele vem idealizando.


O filósofo e escrito Olavo de Carvalho buscou, mais uma vez, orientar o Governo do atual presidente chamando a atenção para a forma como a mídia se apresenta e o vínculo que essa tem com Foro de São Paulo. Em sua conta do twitter, Olavo postou:

Ainda no dia 26 de fevereiro, Olavo não poupou palavras e entre diversas coisas, ainda escreveu em seu site:


"O ATO NÚMERO UM do governo Bolsonaro tinha de ter sido a extinção dos partidos filiados ao Foro de São Paulo e a punição judicial de todos os crimes cometidos em favor dessa organização, inclusive pela mídia chique. Sem isso, ficar implorando “Deixem-nos trabalhar” é algo como as ovelhas implorarem aos lobos famintos: “Deixem-nos pastar.”


"E os deputados e senadores que subiram levados pela onda Bolsonaro, por que não abriram até hoje pelo menos uma CPI do Foro de São Paulo? Em que país imaginam que estão vivendo?" Completou o filósofo.

Tudo aparenta que as críticas e orientações de Olavo de Carvalho foram ouvidas pelo Presidente Jair Bolsonaro, visto que após a viagem deste aos EUA, o mesmo teve um encontro com o filósofo no dia 18. Notoriamente, no dia 19, nos jardins da Casa Branca e ao ao lado do Presidente estadunidense Donald Trump, o Presidente Jair Bolsonaro, em seu discurso atacou o foro de São Paulo.



“O regime ditatorial venezuelano faz parte de uma coligação internacional conhecido como Foro de São Paulo, que esteve próximo de alcançar o poder em toda a América Latina. Pela via democrática, nos livramos deste projeto no Brasil”. Afirmou o Presidente Bolsonaro

O Presidente Bolsonaro viajou ao Chile para um encontro com diversos líderes de país sul-americanos e juntamente com estes dar o primeiro ponta-pé formal de combate ao Foro de São Paulo idealizado em 1990, por Lula e pela ditadura cubana da família Castro. Em uma transmissão ao vivo em sua rede social, nesta última quinta, 21, Jair Bolsonaro afirmou que o objetivo é “botar um ponto final” na Unasul, que, em sua opinião, serve como “nome de fantasia” do Foro de São Paulo.



Nesta sexta, 22 de março, os 11 chefes e representantes de países latino-americanos decidiram acabar com a União das Nações Sul Americanas (Unasul) - veículo pela qual o Foro de São Paulo agia - e estabelecer as bases para um novo fórum de discussão na região, chamado de Prosul (Fórum para o progresso da América do Sul). O grupo é mais alinhado às diretrizes conservadoras-sociais e liberais-econômicas e, a partir dos atuais presidentes, mais próximo dos Estados Unidos, governado por Donald Trump.


O acordo de criação da Prosul foi chamado de "Declaração de Santiago" e iniciará debates voltados para as áreas da educação, saúde, defesa, segurança, infraestrutura, energia e controle e ações contra desastres naturais. No momento, a Unasul é formada pela Bolívia, Guiana, Suriname, Uruguai e Venezuela, já que Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Equador anunciaram sua saída do grupo nos últimos meses.


Há dez anos nosso continente está sob a influência de ideias equivocadas do Foro de São Paulo, sob o auspício do Partido Comunista Cubano e do Partido dos Trabalhadores brasileiro, que defendiam ideias que fracassaram no mundo inteiro”. Afirmou Sebastián Piñera, presidente do Chile

O fim da UNASUL, criado por ideia de Lula em 2008, é a principal reação de combate ao Foro de São Paulo desde sua criação. Por outro lado, a criação da PROSUL demonstra a guinada das nações sul-americanas aos ideais conservadores-sociais e liberais-econômicos.


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