• Tony Veríssimo

Fim do jogo! CAIXA não renovará contratos multimilionários com times de futebol




A era Bolsonaro de fato pode ser taxada de uma nova era na política nacional. Ao longo dos últimos 07 anos entre o governo da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Michel Temer, a Caixa Econômica gastou mais de R$ 665 milhões de reais do dinheiro público para financiar times de futebol, sempre com influência política em favor dos clubes. Agora, o jogo acabou!


No período que o Brasil passava por uma das suas maiores recessões da história, o governo da Presidente Dilma Rousseff,  com a finalidade de deixar o futebol do país mais forte e preparar o clima para a Copa do Mundo de 2014, através da influência direta do ex-presidente Lula, que conseguiu o Mundial para o país, resolveu realizar uma série de patrocínios a times de futebol através Caixa Econômica Federal.


Inicialmente começou com Atlético Paranaense (R$ 5,4 milhões), Avaí (R$ 1,8 milhão) e Figueirense (R$ 1,2 milhão). Em setembro de 2012 o banco estatal resolveu apostar no seu primeiro clube 'grande', o Corinthians. Foi R$ 1 milhão pelos holofotes do Mundial. E mais R$ 30 milhões para 2013. Outros R$ 30 milhões para 2014.


Depois do time do coração do ex-presidente Lula, a Caixa virou uma torneira aberta:

2012 – R$ 9,4 milhões (4 equipes).

2013 – R$ 95,9 milhões (11 clubes). 

2014 – R$ 111,9 milhões (15 clubes).

2015 – R$ 98,9 milhões (12 clubes). 

2016 – R$ 134,3 milhões (21 clubes).

2017 – R$ 145,7 milhões (26 clubes).

2018 – R$ 125,3 milhões (24 clubes).


Os critérios das escolhas das equipes patrocinadas pela Caixa era baseados na influência política em Brasília. O caso mais assumido foi do senador Fernando Collor que pressionou, fez lobby, e conseguiu patrocínio para o ASA de Arapiraca. Collor assinou como 'testemunha', o contrato de R$ 1 milhão ao time do interior de Alagoas, que disputava a Série B, em 2017, quando o acordo foi fechado.


O anúncio do fim da festança começou no dia 28 de novembro de 2018, quando o Tribunal de Contas da União anunciou ser irregular a prorrogação dos contratos da Caixa com equipes de futebol, pelo simples fato de que o patrocínio servia apenas para visibilidade do banco e não tinha qualquer retorno para a sociedade. Apenas favorecia clubes particulares.


Tudo ruiu quando Bolsonaro foi eleito presidente da República. Conforme as informações que obteve na época ele postou em seu twitter:


Os gastos com o futebol de setembro de 2012 até o final de 2018 foram de R$ 665 milhões, somados patrocínios e bônus por conquistas. Agora, a fonte secou de vez. O atual presidente da Caixa, Pedro Guimarães, avisou oficialmente: os contratos em vigor não serão renovados e o banco estatal apenas patrocinará esportes paraolímpicos, disputados com atletas deficientes, que têm enorme dificuldade para conseguir investimento.


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