• Tony Veríssimo

Governo Bolsonaro: Na ONU, Brasil rechaça documento de promoção ao aborto


A nova face do Governo Brasileiro chancelada pelo Presidente da República Jair Bolsonaro vem mostrando na que não irá tolerar com agendas progressistas de promoção ao aborto. O novo governo abandonou o discurso politicamente correto e apresentou a Nações Unidas sua posição referente ao caso do aborto.


O governo brasileiro, se posicionou contra menções ao direito ao acesso universal a serviços de saúde reprodutiva e sexual presentes em um documento elaborado por uma conferência da ONU por compreender que tais frases são na verdade uma camuflagem de omitir o seu verdadeiro sentido: à "promoção do aborto".


"Nós também nos preocupamos com o desvio de pontos-chave do texto, que buscam estimular uma agenda com a qual não concordamos. O governo brasileiro não vai mais apoiar o uso de termos e expressões dúbios que causaram confusão e desentendimentos", diz o posicionamento brasileiro.

O posicionamento foi proferido na sexta-feira (22), durante o encerramento da 63ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, que reuniu mais de 5,2 mil representantes da sociedade civil e 1,8 mil delegados de governo em Nova York entre 11 e 22 de março.


Posicionamento do Brasil


O texto lido pela diplomacia brasileira na sessão faz críticas ao rascunho das conclusões que foram fruto dos debates na comissão. Nas ressalvas apresentadas pelo Brasil, o país se coloca – entre outros pontos – contra trechos da conclusão que incluem as frases "garantir acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutivos", por entender que essas expressões também podem ajudar a promover o aborto. Em outro trecho, o Brasil também afirma ser necessário evitar qualquer "interferência do Estado que tenha o objetivo de dissolver ou enfraquecer a estrutura da família tradicional".


No posicionamento, a diplomacia brasileira também adota outras posturas críticas a políticas de liberalização do aborto, dizendo "afirmar a necessidade de proteção da mulher durante a gestação e a vida intrauterina de mulheres e homens".


Em outro trecho, o governo brasileiro critica o "uso alternado das expressões 'gênero' e 'sexo'".

"Nós consideramos que, para esses propósitos, gênero é sinônimo de sexo, e sexo é definido biologicamente como homem e mulher".
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