• Tony Veríssimo

Governo Dilma gerou a pior década de crescimento dos últimos 120 anos


A pior década desde 1901: De 2011 a 2020, o crescimento médio do Brasil deve ser de apenas 0,9% ao ano, projeta um estudo do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Se a previsão for confirmada, a economia brasileira vai registrar um desempenho mais fraco até mesmo do que o observado nos anos 1980, período chamado de "década perdida", quando o PIB avançou em média apenas 1,6% ao ano no período. O que faz com que a taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da atual década deve ser a mais baixa dos últimos 120 anos.




Desde 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT) a economia brasileira tem colhido sucessivos déficit's nas contas públicas, o que levou a um aumento acelerado da dívida do país e, consequentemente, da desconfiança com a saúde financeira, afetando diretamente a taxa de crescimento da economia.


"Houve uma grande desarrumação da economia nesta década. Os erros de política econômica levaram a uma queda muito forte do PIB em alguns anos e agora produzem uma lenta recuperação", afirma o pesquisador do Ibre/FGV e responsável pelo estudo, Marcel Balassiano.


Ainda durante o governo de Dilma, em 2015 e 2016, por exemplo, a atividade econômica recuou 3,5% e 3,3%, respectivamente. Foi um marco negativo para a histórica econômica do país. O Brasil não registrava um dois anos seguidos de recessão desde 1930 e 1931, quando o mundo foi afetado pelos efeitos da crise econômica de 1929, quando ocorreu a quebra da bolsa de Nova York.



O plano Bolsonaro


Se quiser acelerar o crescimento da economia nos próximos anos, o governo Bolsonaro vai ter de endereçar a questão das contas públicas. A reforma da Previdência é considerada fundamental para o acerto das contas do governo e, dessa forma, pode contribuir na atração de investimentos para acelerar o crescimento econômico.


A proposta apresentada pela equipe econômica liderada pela administração Bolsonaro projeta uma economia de R$ 1,16 trilhão em 10 anos. A equipe econômica e política do governo avalia que a proposta deve ser aprovada ainda no primeiro semestre.


"O nosso problema fiscal é enorme e precisa ser resolvido para permitir a volta de algum crescimento mais robusto", afirma Balassiano, do Ibre – neste ano, a meta do governo é de um déficit de até R$ 139 bilhões.


Sem a aprovação da reforma, os analistas avaliam que o crescimento deste ano tende a ser ainda mais baixo do que os 2% projetados atualmente.

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