• Tony Veríssimo

Onda Azul: Ascensão da Direita ganha o mundo e passa a governar diversos países

A onda conservadora, maré azul ou ainda onda azul, são codinomes dados aos movimentos políticos de ideologia social-conservadora em fusão com o liberalismo-econômico que vem crescendo no mundo inteiro ao longo dos últimos anos e em especial na América do Sul e Europa a partir de meados de 2010.


A fusão dos ideais das políticas conservadoras, morais e sociais com posições que incorpora o suporte as liberdades civis e ao capitalismo deram força a uma Direita que cresce diariamente e que vem derrubando governos progressistas e comunistas por todo o mundo.


Pesquisas de opinião apontam há anos a natureza conservadora do povo brasileiro, no entanto, essa mesma população vinha durante anos votando em candidatos de esquerda, principalmente de viés progressista devido a carência de candidatos e partidos conservadores, bem como as promessas reluzentes que notoriamente os partidos de esquerda prometem antes de jogar qualquer país em um caos social e econômico. O eleitor conservador poderia dizer: "Eu era de direita e não sabia".


Em suas redes sociais, o filósofo e escrito Olavo de Carvalho, ao longo dos anos, veio afirmando que o brasileiro estava votando em candidatos de esquerda - e principalmente do PT - por não ter outra opção, e indagava que quando surgisse um candidato conservador que disputasse à Presidência da República, o povo brasileiro votaria em peso no mesmo.


Notoriamente em 2016, o IBOPE fez pesquisas com finalidade de obter o grau de conservadorismo do povo brasileiro e detectou que 95% da população apresenta uma identidade conservadora, seja de alto ou médio grau, e apenas 5% acreditam que são pouco conservadores.


A pesquisa apontou que 78% da população é a favor da redução da maioridade penal; que 78% são a favor da prisão perpetua para crimes hediondos e que 78% também é contra a legalização do aborto.



A vitória de Jair Bolsonaro, através das eleições de 2018, demostraram bem o desejo da grande maioria da população em ter um presidente de natureza conservadora, mas que também apresentasse um viés liberal na economia, tanto, que pesquisa encomendada pela Rede Record e R7.com e realizada pelo Instituto Real Time Big Data, demonstrou que a população brasileira rejeita as pautas de esquerda, sendo que 75% rejeita descriminalização das drogas e 74% a descriminalização do aborto.


A onda azul de direita veio derrubando diversos governos de esquerda na América Latina ao longo dos últimos anos, como na: Argentina, Chile, Colômbia, Brasil, Guatemala, Honduras, Paraguai e Peru.




Nos EUA, o partido Republicano (Direita) através de Donald Trump tomou o poder que estava nas mãos dos Democratas (Esquerda) após oito anos de governo de administração progressista. Através de uma política de econômica forte e um proteção as tradições nacionalistas e ideais do espírito conservador dos pais fundadores do país, Donald Trump mantem-se forte entre os anseios da população americana, mas taxado de inimigo da imprensa americana de viés progressista.


Pesquisas de opinião apontam que o mesmo tem tudo para ser reeleito em 2020.


Na Europa, a força do partido conservador se mantém à frente do Parlamento do Reino Unido.


Na Alemanha, o partido 'A Alternativa para a Alemanha' (AfD) aumentou o número de representantes no Parlamento desde setembro de 2016. A legenda é contra a construção de novas mesquitas no país e usa, com frequência, a frase “O Islã não pertence à Alemanha” em suas campanhas. A AfD tem atraído votos daqueles que pedem a saída da Alemanha da União Europeia.


Nos Países Baixos o Partido da Liberdade (PVV) tem crescido com Pautas anti-Islã e anti-União Europeia.


Na Hungria Viktor Orbán é primeiro-ministro desde 2010, quando seu partido, o conservador Fidesz, venceu as eleições com maioria esmagadora dos votos. Desde então, tem tomado medida firmes em relação a imigração, corrupção, ordem e segurança civil. Ideologicamente, o partido Fidesz, que surgiu em 1988 como um partido liberal, democrático e anti-comunista, transformou-se numa agremiação conservadora.


Na Polônia o partido conservador de direita Lei e Justiça (PiS), do primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, governa o país do Leste Europeu com maioria absoluta no Parlamento. Uma das figuras mais emblemáticas do PiS é seu presidente, Jaroslaw Kaczyński, um ex-primeiro-ministro e ex-presidente polonês que é o verdadeiro homem forte do governo.


Elementos centrais do discurso do PiS são criminalidade e segurança interna e, ligados a eles, o "reestabelecimento da lei e da ordem". Algo forte e nobre para um país que enfrentou e venceu tanto o Regime Nazista como o Regime Comunista.


A Áustria é governada desde dezembro de 2017 pelo chanceler federal Sebastian Kurz, da legenda conservadora ÖVP, aliada ao populista de direita FPÖ (Partido da Liberdade da Áustria), do vice-chanceler Heinz-Christian Strache. As duas siglas já haviam formado uma coalizão em 1999, quando o FPÖ se tornou o segundo maior partido na eleição do Conselho Nacional (uma das câmaras do Parlamento austríaco) e uma espécie de precursor da atual onda de partidos de direita.


No poder, Kurz e sua coalizão deram uma guinada à direita na Áustria, implementando políticas duras contra imigrantes ilegais.



Na Itália, "A Liga", partido italiano de direita, formou uma coalização partidária e vem governando o país desde junho de 2018. O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, não tem partido e foi a solução encontrada pelos dois partidos para que nenhum deles assumisse o cargo. 100 dias após a posse do novo governo, a Liga chegou ao topo das pesquisas, com 30% de apoio, ante os 17% conquistados na eleição.

Na Suíça o Partido Popular Suíço (SVP) de viés de Direita, é a legenda com maior número de assentos nas duas câmaras do Parlamento do país desde as eleições de 2015. Com isso, garantiu duas vagas no chamado Conselho Federal – o grupo de sete políticos apontados pelo Parlamento que exerce a chefia de governo e de Estado na Suíça por consenso.


Assim como outros partidos europeus, também o SVP adota um discurso anti-imigração. O partido esteve por trás do projeto de lei, lançado em 2013, que visa banir o uso do véu islâmico na Suíça e foi o principal promotor da legislação de 2009 que proibiu a construção de minaretes em mesquitas.


Na Dinamarca o sentimento conservador de direita é algo natural de tal cultura escandinava, tornando a ideologia direitista cada vez mais aceitável na política do país nos últimos anos, principalmente com a ascensão do Partido Popular Dinamarquês (DF).


A legenda se alçou à segunda maior força do Parlamento dinamarquês nas eleições de 2015 e passou a fazer parte do governo, em aliança com os liberal-conservadores, que ficaram em minoria. Seguindo a tendência anti-imigração de outros países da Europa, a coalizão de centro-direita tem endurecido as regras para migração e imigração ilegal.


Como medida de segurança o país proibiu o uso em lugares públicos de peças de roupa que cobrem o rosto integralmente, entre elas as vestimentas islâmicas burca e niqab.


Na Noruega o Partido do Progresso (FrP), anti-imigração e de direita, integra o governo minoritário ao lado dos conservadores e liberais. Assim como outros partidos da Escandinávia, o FrP aposta numa política fortemente anti-migratória, sendo o principal alvo das críticas do partido são imigrantes muçulmanos que vem colocando terro na população cristã e até mesmo descrente.


Na Estônia o partido Reforma, de centro-direita, venceu as eleições de 2019 com 28,8% e a sua líder, Kaja Kallas, está na posição de se tornar chefe de Governo. A terceira força mais votada foi o Partido Conservador do Povo da Estônia (EKRE) que mais do que duplicou a sua votação, chegando aos 17,8%.


Nas Filipinas, Rodrigo Duterte foi eleito presidente das Filipinas com a promessa de acabar com o tráfico de drogas no país – e tem se esforçado para cumpri-la, mesmo que por meio de execuções de pena de morte. Desde que assumiu o poder, em junho de 2016, ele tem travado uma batalha antidrogas em todo o país. A popularidade de Duterte segue em alta.


O político é um conhecido de longa data dos filipinos. Ele foi prefeito da cidade de Davao por mais de duas décadas e deixou uma imagem de gestor eficiente no município.

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