• Tony Veríssimo

Onda Azul: direita conservadora vence a eleição senatorial dos Países Baixos




As eleições regionais holandesas desta quarta-feira causaram uma reviravolta no panorama político do país. O Fórum para a Democracia (FvD), partido direitista de Thierry Baudet, conquistou a maioria no Senado dos Países Baixos (Holanda), a apenas dois meses das europeias. É a primeira vez desde as reformas políticas de 1917 que um partido recém fundado como o FvD (2016) se torna maior que as três tendências estabelecidas: confessional, liberal e social-democrata.


Nos Países Baixos, os partidos são escolhidos nas eleições regionais e têm a atribuição de eleger internamente os senadores nacionais. O tamanho das regiões manifestadas pela quantidade de votos é fator decisivo para calcular a expressividade dos assentos senatoriais.


Sendo o voto facultativo, a participação nas eleições holandesas, foi muito maior do que nas eleições provinciais anteriores, quatro anos atrás. Cerca de 56% de todos os eleitores foram votar, isto é, quase 10 pontos percentuais a mais que em 2015 (47,8%). Em 2011, a participação foi aproximadamente a mesma deste ano.


Até esta eleição, o FvD não tinha nenhum assento no Senado e, na eleição geral de 2017, conquistou apenas duas cadeiras na Câmara dos Representantes. Agora o partido passa a ser a maior sigla com representatividades no Senado, com 12 assentos de um total de 75.


Politicamente falando, a Direita colocou água no chopp da Esquerda que acreditava que levaria as eleições, principalmente a partir do partido Verde, que parecia embalado durante a campanha eleitoral. O líder do FvD, Thierry Baudet, de 36 anos, celebrou o resultado dizendo: "Estamos aqui nos destroços do que foi a mais bela civilização".


O Partido Socialista (SP) sofreu uma perda pesada nestas eleições das províncias. Segundo dados do Serviço Eleitoral da agência de notícias ANP, o SP perdeu em todos os municípios e passou de 9 assentos para 4 assentos na Primeira Câmara (Senado) nestas eleições.



Theo Hiddema (FvD), membro da Câmara dos Representantes tratou o momento como: "uma nova primavera e uma nova melodia”.


Fomos chamados à primeira fila porque o país precisa de nós, e a etapa das cessões políticas acabou”. acrescentou

Theo Hiddema ainda elogiou o “magnífico povo do qual fazemos parte, com centenas de milhares de anos de história, e que foi traído por seus governantes”. Criticou “a entrada de milhares de pessoas que vêm de culturas opostas à nossa, como se já não tivéssemos problemas suficientes com a imigração”. Descartou “a feitiçaria do clima, a idolatria do sustentável e a doutrinação da esquerda” e disse: “Somos o partido do renascimento [da Holanda e da democracia]”. Vestido de azul com gravata combinando, o dedo indicador direito erguido era ao mesmo tempo um sinal de força e uma advertência aos seus rivais.


Já Baudet é conhecido por ser a favor do controle rígido de imigração, contra a União Europeia e contra o movimento feminista. Além disso, faz parte do número cada vez maior de políticos que não acreditam na exista mudança climática com base na teoria do Aquecimento Global. Formado em História e doutorado em Direito, é filho de um pedagogo musical. Gosta de citações latinas e costuma tocar piano em seu gabinete oficial. Seu apelo ao eleitor para que “faça algo pela Holanda” deixou o Governo em apuros. Até agora, não para de subir. Em 2017, seu partido tinha 1.863 filiados. Em 2019 já passavam dos 30.000.


Traduzindo o resultado


A vitória da partido de direita FvD dificulta a aprovação de políticas socialistas e progressistas. Para que o leitor brasileiro possa compreender melhor as siglas partidárias da "Holanda", faremos uma comparação com os partidos do Brasil.


O resultado foi simplesmente mágico: O cartel de partidos grandes que sempre controlou a política holandesa composto pela a CDA (O PSDB local), o SP (PT local), o VVD (MDB local), o D66 (PTB local) e o GL (PSOL local) foram massacrados na opinião pública e responsabilizados pela mentira criada para protegê-los.


A imprensa inicialmente chegou a negar como atentado terrorista que atacou a tiros um trem em Utrecht, matando 3 pessoas e ferindo outros vários, como forma de reter o crescimento da Direita durantes às eleições, mas a tentativa não deu certo e logo as imagens se espalharam pela internet via whatsapp de toda a Holanda: Era um ataque terrorista feito por um imigrante islâmico de nome Gokman Tanis - e pra piorar com um facebook repleto de publicações em apoio a grupos terroristas islâmicos e criticas a direita holandesa.


A narrativa da imprensa caiu em menos de 2 horas e em um país pequeno como a Holanda a notícia teve um alcance avassalador.

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